Gazeta da Sanches
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Dádiva de Sangue: documentos da sua poética
Por José Machado (Professor), em 2012/03/271050 leram | 0 comentários | 222 gostam
Alguns documentos poéticos que motivaram as campanhas da dádiva de sangue nesta escola e neste agrupamento de escolas Dr. Francisco Sanches.
Circulações sobre o sangue

Pois esta simples forma de pensar:
- “Está no meu corpo, agora, o sangue é meu,
Não o vou dar, mas não, ninguém mo deu” –
Já quase não se pode sustentar,

Há ferimentos graves imprevistos,
Há acidentes raros invulgares,
Há casos de doença singulares
Que só o sangue cura, pelos vistos.

E esta simples cor de o definir
- Vermelho vivo, rubro, encarnado -
Confere-lhe um valor acrescentado
A que é sempre difícil resistir.

Corar é, por exemplo, entender
Que o sangue sabe a prova ou o indício,
E é um delator, sem sacrifício,
Da dor, da indiferença ou do prazer.

Com esta simples pressa de o estudar,
Em grande e em menor circulação,
É rápido chegar à conclusão
Que o sangue é também nosso bem-estar.

Num mundo em que o tempo impõe ao corpo
Razões e desrazões conflituosas,
É bom saber que a vida tem conforto
Em dádivas de sangue generosas.

(José Machado, com o 6º 1 e na solidão do computador, Braga, Maio de 2003)


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